Um tipo de caso particular apresenta-se quando é preciso defender os operadores (em particular) e o ambiente (em geral) de produtos tóxicos. Para enfrentar essa toxicidade, que é frequentemente provocada por agentes biológicos, mas que também pode ter outras origens (citostáticos, radioisótopos, etc.) recorre-se ao confinamento.
Quando dizemos “área confinada”, entendemos que é uma área, dotada de tratamento e filtração adequados do ar, construída e utilizada por forma a evitar a contaminação do meio exterior por agentes biológicos provenientes do seu interior.
Confinamento é definido pela ação de confinar um agente biológico ou qualquer entidade a um espaço bem definido. Temos dois tipos de confinamento, sendo eles:
- Confinamento primário: um sistema de confinamento que impede a libertação de um agente biológico para o ambiente de trabalho imediato. Envolve a utilização de contentores fechados ou de espaços biológicos de segurança, bem como procedimentos seguros de funcionamento.
- Confinamento secundário: um sistema de confinamento que impede a libertação de um agente para o meio exterior ou para as restantes áreas de trabalho. Envolve a utilização de compartimentos com tratamento do ar especificamente concebido para o efeito, a existência de câmaras de ar e/ou esterilizadores para a retirada de materiais e procedimentos de funcionamento seguros. Poderá frequentemente aumentar a eficácia do confinamento primário.
Ademais dos princípios gerais de aplicação em todas as unidades farmacêuticas em matéria de arquitetura de interior, utilidades (e muito especialmente o sistema HVAC) e equipamentos, existem princípios específicos das zonas de confinamento.
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